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Reality show
GLOBO: "A grande poderosa sabe como agir"
O reality show da emissora GLOBO (Big Brother Brasil), teve nesta última edição um caso inédito. Uma participante que já havia sido relacionada e até gravado vinhetas de sua existência na mais famosa casa do Brasil, foi excluída na última hora. No caso, foi chamada outra participante. Porém, o que mais chama a atenção, é que a participante eliminada só foi “descartada” do programa porque havia feito trabalhos terceirizados para emissora SBT, mas a nova participante também já fizera trabalhos do gênero, só que para emissora REDETV.

Por ser o SBT um concorrente direto da GLOBO, será que não houve um descaso ou descriminação com o SBT, ao excluir a jovem do programa? E a GLOBO justamente neste programa, excluiu um rapaz também. Unicamente porque ele é conhecido de um produtor de outro programa da GLOBO.
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Agora surge em minha mente outra questão. A GLOBO pode ter feito uma espécie de teatro (uma desculpa esfarrapada para tapar o Sol com a peneira) com a eliminação do rapaz, uma vez que outras emissoras estavam questionado a saída precoce da jovem e expondo-a muito na mídia?
Será que a GLOBO não usou a mídia e seu poder para fazer uma suposta desculpa, mostrando ao seu público que este caso pode ocorrer várias vezes?
Escrito por Túlio às 01h31
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Confronto com Marilena Chauí
Não concordo com Marilena Chauí sobre a “dispersão da atenção”. No meu ponto de vista, Chauí critica a dispersão de rádio, televisão, teatro e até uma aula dada por um professor. Contudo, esquece de criticar filmes assistidos no cinema ou por um DVD. Então me pergunto contrapondo um trecho que relatou: Como conseguimos ter “a atenção e a concentração, a capacidade intelectual e de exercício do pensamento”, não ser destruído ao assistir um filme, seja no cinema ou pelo DVD? Bom, por um lado se você não gostar do filme, pode sair da sala do cinema antes de ter acabado, quanto ao DVD pode retirá-lo e guardá-lo. Porém, hoje com a diversificação de títulos de filmes, seria raro isso acontecer.
Já sobre a “infantilização”, também não me agrada de certa forma o que Chauí pensa. Usando ainda um filme como exemplo (Velozes e Furiosos), ele tanto como uma propaganda pode servir de uso errado para jovens em geral. Carros e mulheres, se você já tem idade suficiente para ter uma carteira de habilitação sabe que estas palavras andam juntas. Então por que não juntar tudo isso?
O que mais importa é o impacto gráfico gerado pelo atrito entre as cenas. São imagens para ser olhadas e não enxergadas. Esse excesso de velocidade e histeria da narrativa visa alienar o olhar, mas não esconde as transgressões morais utilizadas pelo filme, que mostra claramente pessoas ferindo as leis do trânsito e usando racismo para mostrar a realidade. Isso meche com a fantasia existente dentro de cada ser-humano, aflorando-a para pior. Ademais, tenho que concordar com Chauí em certo ponto, pois são fantasias guardadas que temos de amá-las.
Quem resiste a estas tentações?
Mas onde entra o poder da mídia para não transmitir e consequentemente aflorar tais fantasias? Mídia e poder possuem vários significados, cada um pensa e decide a sua maneia. Portanto, se quer amar ou odiar, pode escolher.
Escrito por Túlio às 22h42
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